créditos: Bella da Semana

Os tipos de sapatos masculinos

                                          Getty Images


Os sapatos fazem parte da história da humanidade e estão presentes desde os primórdios da história. Sempre usados como proteção, eles têm uma importância estética muito grande, principalmente para os homens. Combinar sapatos e cintos é fundamental no dress code masculino, mas mais do que isso, cada sapato deve ser usado de acordo com a situação.

A ideia de ter uma numeração padrão para os calçados veio do Rei Eduardo I, da Inglaterra, que também decretou em 1305 que se considerasse como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada alinhados. Os sapateiros então começaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanho padrão, baseando-se assim nos tais grãos de cevada.

Por exemplo: um sapato que medisse 37 grãos de cevada era conhecido como tamanho 37. Hoje há diversos sistemas de numeração de sapatos, que podem levar em conta comprimento e até mesmo a largura do pé. Os mais usados são os do sistema inglês, do sistema americano e do sistema brasileiro.

Os sapatos masculinos evoluem mais lentamente que os femininos e alguns dos modelos usados hoje surgiram no século XVII, sofrendo poucas modificações. A tecnologia transformou os sapatos em versões mais leves e confortáveis. Composto por várias partes, os melhores sapatos são feitos manualmente ou com a ajuda de máquinas industriais ou personalizadas.

Contraforte, palmilha de acabamento, forro, lingueta, cadarço e ilhós são as principais partes de um sapato, que não mudam nunca. Mas vamos conhecer os nomes dos modelos de sapatos mais usados pelos homens.


Oxford
O primeiro sapato amarrado com cadarços veio da Inglaterra em 1640 e tornou-se popular entre os estudantes da Universidade de Oxford – daí o nome.

Modelo fechado onde as perfurações para os cadarços são feitos diretamente no corpo do sapato, e não em abas costuradas sobre a gáspea (porção dianteira do calçado). Se as duas carreiras de orifícios não ficam paralelas é porque seu pé é muito alto. Não é ideal para você, pode machucar o pé.

Com muitas variações, são os mais formais e ideais para serem usados com ternos em ocasiões como casamentos e festas.


Derby
O modelo Derby é parecido com o Oxford. A diferença é que a parte dos furos para o cadarço está situada em abas laterais costuradas sobre o corpo do sapato. Esta diferença faz com que o modelo se adapte com mais facilidade a todas alturas do peito do pé.

Ele surgiu no século 19 e tornou-se muito popular. Dependendo do modelo, o Derby pode ser usado até com jeans. Menos formal e mais versátil, combina com blazer e calça sem gravata, assim como calças de alfaiataria e camisa.


Monk
Este estilo de sapato derivou-se dos sapatos dos monges (em inglês, monks)  usados desde o século XV. A versão contemporânea surgiu em 1930. É menos formal que o Oxford e mais formal que o modelo Derby. Ele é fácil de reconhecer pela falta de cadarços, que são substituídos por uma fivela metálica colocada na lateral, junto ao peito do pé. Ótimo para ser usado com ternos e combinações como calça de alfaiataria e camisa social.


Brogue
Este não é um tipo de sapato, mas é importante saber de qual se trata – afinal,  diversos modelos podem levar este nome como complemento, referindo-se ao perfurado decorativo que alguns sapatos apresentam. Dependendo da extensão dos motivos perfurados, fala-se em brogue, semi-brogue, ou full-brogue.


Mocassim
Os índios algonquinos, da fronteira dos Estados Unidos como Canadá, nomearam mocassim o modelo dos seus sapatos de couro costurados a mão com pontos largos ao redor do peito do pé e sobre os dedos. Quanto mais estruturados, os modelos são chamados de loafer. A Gucci lançou, na década de 60, um modelo com fivela de metal e uma faixa verde e vermelha, que foram copiados no mundo inteiro.

O mocassim é um sapato casual e esportivo, e deve ser usado com bermuda e calças leves, evitando o uso de meias. O Dockside (ou boat shoes) é uma variação de mocassim, usado por velejadores. Ele ganhou as ruas nos anos 80. Tem amarração por cadarços e acabamento com fio na lateral que passa por ilhoses.

Ainda existe a versão driver, que foi feita para dirigir (com pontos de borracha na sola para melhor aderência) e virou um clássico. A flexibilidade do solado com gomos impede que o calçado escorregue em contado com os pedais do carro.


Loafer
Os americanos criaram os weejuns inspirados em um modelo usado pelos noruegueses na década de 30, um dos tipos de loafers mais comuns. O diferencial é uma faixa de couro com um losango vazado na parte que cobre o peito do pé e se tornou popular entre os universitários americanos, depois considerado um ícone do estilo college.

Usado comumente com bermudas na Europa e Estados Unidos, no Brasil é pouco comum esta combinação. Sapato casual que combina com jeans ou sarja, e camisa polo.


Side Gore
Derivado do loafer, o side gore faz bastante sucesso. Sua principal característica são as bandas largas de elástico nas laterais do calçado, ao lado do peito do pé, que dispensa o emprego de fivela, velcro, zíper ou cadarço.

Existem várias versões deste modelo, dos mais urbanos até as versões de cano médio para o estilo country (em que o elástico é coberto por uma espécie de fole de couro filetado). Dependendo do modelo, como os de couro preto ou marrom, sem adornos e de bico alongado, os side gore podem ser usados tanto com calça e blazer como com jeans.


Sapatênis
Polêmico, o sapatênis surgiu na moda do casual Friday – movimento adotado por algumas empresas, em que funcionários são dispensados de usar terno e gravata às sextas-feiras.

Ele não é nem tão esportivo, nem tão formal quanto um sapato. A crítica de moda não costuma gostar dos sapatênis e os intitula de cafonas. Por outro lado, este modelo é um sucesso de vendas entre os homens, e foram inspirados no tradicional Oxford.




Mariana Goulart


Sobre o Bella Politica de Privacidade Política de Cancelamento Programa Afiliados Área do parceiro Imprensa Contato RSS

Preencha o endereço de e-mail utilizado no seu cadastro para receber sua senha